Partilhar

A rede dos sistemas de incentivos ao investimento empresarial do Portugal 2020 recebeu 1693 de candidaturas por parte de empresários interessados em investir de norte a sul do país com o apoio dos derradeiros fundos europeus deste quadro comunitário.

Aquele que é apontado como o último grande concurso para empresas do Portugal 2020 foram apresentadas intenções de investimento que somam 3.553 milhões de euros.

“Este é um claro sinal de confiança dos empresários na economia portuguesa. São valores expressivos que demonstram que o tecido empresarial está, em conjunto com o país, a investir”, diz o secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, que tutela os sistemas de incentivos às empresas.

A concurso foram colocados 400 milhões de euros de incentivos comunitários para projetos mais ambiciosos de inovação produtiva, sejam fábricas, máquinas e demais investimentos que contribuam para a diversificação e inovação de bens ou serviços capazes de aumentar a competitividade da economia portuguesa.

O balanço revelado esta segunda-feira, data de encerramento das candidaturas, pelo Ministério da Economia revela que 30% das propostas de investimento recebidas têm como alvo o interior do país. Trata-se de 429 candidaturas que procuram incentivos europeus para investir 1.088 milhões de euros nos territórios considerados de “baixa densidade” das regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve.

Metade do investimento proposto pelos empresários – 1.765 milhões de euros – procura financiamento junto do Compete 2020, que é o programa do Portugal 2020 que apoia os projetos de maior dimensão nas regiões menos desenvolvidas do país. Segue-se a corrida aos fundos dos programas operacionais do Norte (24% do investimento proposto), Centro (17%), Alentejo (5%), Lisboa (3%) e Algarve (2%).

Em fevereiro foi anunciado este último grande concurso do Portugal 2020 para o investimento empresarial. Já então o Governo confiava que muitas empresas se iriam candidatar aos fundos dada a urgência de novos investimentos para aproveitarem as oportunidades de mercado. “Temos sentido que há intenções de investimento de diferentes sectores, como a metalomecânica, as duas rodas, têxtil e vestuário, segmentos da química ligeira, da transformação agrícola, etc.”, dizia então o secretário de Estado João Neves.

Além de um subsídio europeu a fundo perdido, os projetos que vierem agora a ser aprovados podem beneficiar de um empréstimo sem juros por parte de um dos bancos parceiros do Portugal 2020.

A grande diferença deste concurso de inovação produtiva em relação aos anteriores será a maior ênfase dada aos projetos de descarbonização e de transformação digital, já em linha com as grandes prioridades da recuperação europeia pós-2020.

×

Powered by WhatsApp Chat

× How can I help you?