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A medida «Resiliência dos territórios face ao risco», inserida na iniciativa de financiamento React-UE, foi apresentada na quarta-feira, dia 11 de Agosto. Esta medida disponibilizará 45 milhões de euros para ações de recuperação, beneficiação e rearborização de áreas florestais, mas também para modernização dos viveiros públicos.

Os 45 milhões de euros são «destinados ao restauro dos ecossistemas», como disse o Ministro do Ambiente e Ação Climática, Matos Fernandes, destacando a intervenção nos perímetros florestais, nos quais as associações de produtores florestais têm papel da maior relevância.

Sublinhou também que os 45 milhões de euros de financiamento terão de ser gastos até ao final de 2023, sendo os avisos de concurso abertos em agosto e setembro. O aviso de candidaturas está agendado para setembro e os destinatários são proprietários de terrenos, organizações de produtores florestais, entidades gestoras de baldios ou organizações não governamentais do ambiente.

O eixo com maior dotação, dentro dos 45 milhões de euros do React-UE para esta medida, é o que se propõe “recuperar matas nacionais e perímetros florestais”. Para aqui estão previstos 25 milhões de euros, que dependerá das respostas aos avisos. “

Há também 10 milhões de euros para a “(re)arborização de áreas ambientalmente sensíveis e suscetíveis à desertificação”, que Matos Fernandes diz estarem concentradas “no Alentejo e na raia”, englobando a Beira Baixa e partes do Douro.

Disponibiliza ainda 2 milhões de euros para mais do que duplicar a capacidade de produção de plantas nos viveiros públicos (prevendo uma produção média anual de 2,25 milhões), mas também investir no Centro Nacional de Sementes florestais.

Plantar árvores é também o que se pretende com 1,5 milhões de euros destinados à criação de “ilhas-sombra em meio urbano” – uma área “inspirada” no projeto “Além Risco“, que está já a ser desenvolvida em algumas zonas do Alentejo.